
CAPITAL: Cairo
POPULAÇÃO DO EGITO: 73,5 milhões (aproximadamente)
MOEDA: Libra egípcia (EGP)
NOME OFICIAL: República Árabe do Egito (al-Jumhuriya Misr al-'Arabiya).
REGIME POLÍTICO: Presidencialismo.
DATA NACIONAL: 23 de julho (Aniversário da Revolução de 1952).
IDIOMA: Árabe (oficial)
RELIGIÃO: Islamismo 92% , Cristianismo 8%.
LOCALIZAÇÃO: Nordeste da África
ELETRICIDADE: 220 v
FORMALIDADE ADMINISTRATIVA para ENTRADA NO EGITO:
Passaporte válido no mínimo 06 meses.
-Apresentação do Certificado Internacional de Febre Amarela. A vacina deve ser tomada com antecedência mínima de 10 dias antes da data de embarque.
-O visto é obrigatório e pode ser obtido na chegada ao aeroporto pagando-se a taxa de 35,00 Euros por pessoa (em 2009, mas pode ser alterado sem prévio aviso).
CLIMA:
Árido subtropical. Os dias são quentes e secos e as noites frescas.
O calor influi sobre quando viajar. Aswan e Luxor, destinos tradicionais, ficam muito quentes no verão, com temperaturas acima de 40C – Junho, Julho e Agosto. Melhor é ir conhecê-los entre dezembro e fevereiro, nos meses de inverno, quando o calor não é tão forte, ou nos meses de meia-estação - entre março e maio e de setembro a novembro - são agradáveis para todo o país.
COMPOSIÇÃO DA POPULAÇÃO:
Árabes egipcios 98%, árabes beduinos 1%, núbios 1%.
GEOGRAFIA:
Além da capital, Cairo, as outras cidades importantes do Egito são Alexandria, al-Mansurah, Aswan, Asyut, El-Mahalla El-Kubra, Gizé, Hurghada, Luxor, Kom Ombo, Port Safaga, Porto Said, Sharm el Sheikh, Shubra-El-Khema, Suez e Zagazig.
O Egito inclui partes do deserto do Saara e do deserto Líbio, onde existem alguns oásis, como o oásis de Bahariya, o de Dakhleh, o de Farafra, o de Kharga e o de Siwa.
O Egito faz fronteira com a Líbia a oeste, o Sudão a sul e Israel a nordeste. O país controla o canal de Suez, que liga o Mediterrâneo ao mar Vermelho.
O papel importante que o Egito desempenha na geopolítica vem da sua posição estratégica como ponte entre a África e a Ásia e como ponto de passagem entre o Mediterrâneo e o oceano Índico.
O QUE LEVAR NA MALA:
É recomendável vestir-se de maneira discreta, sem abusar de shorts, saias ou regatas justas, embora os egípcios estejam acostumados com a maneira de vestir dos estrangeiros. Algumas mesquitas pedem às mulheres que cubram a cabeça. Roupas leves de algodão, inclusive de mangas largas, para se proteger do sol, são bastante indicadas. Não esqueça um chapéu para proteger-se do sol e uma lanterna para visitar as tumbas. Usar protetor solar, além de carregar pelo menos uma garrafa de água mineral, dessas de litro e meio, é obrigatório. Templos e tumbas ficam em locais áridos e sem sombra. Não se esqueça de um bom par de tênis (caminha-se muito).
GORJETAS - (Bakhshish em árabe):
É uma instituição no Egito. Recomendamos dar uma gratificação de acordo com sua apreciação. Caso não dê, o servidor considerará que você não gostou do serviço.
BEBIDAS ALCÓOLICAS
Apesar de elas serem proibidas para os egípcios, os visitantes podem beber.
COMPRAS
As compras podem ser feitas tanto em lojas antigas no famoso Khan el-Khalili souk (ou bazar), totalmente preservado desde o século 14, quanto em centros modernos, com ar condicionado. Compras recomendadas: especiarias, perfumes, ouro, prataria, tapetes, peças em cobre e outros metais, trabalhos em couro e cerâmica. Experimente alguns dos mercados de rua famosos, como Wekala al-Balaq, para tecidos, inclusive o famoso algodão egípcio, Maomé Ali Street para instrumentos musicais e, embora você provavelmente não queira comprar um, o Mercado de Camelos é uma viagem fascinante.
Não pergunte o preço do que você não estiver realmente interessado em adquirir. Agora, se quiser comprar, negocie. Os egípcios gostam de uma boa transação e se conseguem vender um produto a um preço excessivo não desfrutam, porque, em realidade o que eles mais gostam é do jogo que se produz entre o comprador e o vendedor. No primeiro contato eles podem dar um preço alto, pelo que o comprador deverá oferecer, ao menos, uma quantidade 50% menor sobre o preço inicial. Com isto se inicia um baile de números até que no fim se chegue a um acordo. Mas cuidado: se você pechinchar demais, o vendedor poderá se irritar. E aí vem a famosa frase: "Quanto você quer pagar?”. Não se esqueça que os artigos que custem entre 4 e 10 libras egípcias não devem ser regateados, pois são suficientemente baratos. Fora dos mercados árabes, em lojas com preços marcados, se considera de mau gosto o regateio.
SEGURANÇA
Quanto à segurança o governo adotou medidas de proteção aos turistas, com policiamento intenso. O resultado é um índice de criminalidade baixo.
FESTAS E FERIADOS
- 01 de janeiro: Ano novo.
- 25 de abril: Restituição do Sinai.
- 01 de maio: Dia do trabalhador
- 18 de junho: Dia da liberdade, que comemora o dia 18 de junho de 1956, data em que os
Britânicos retiraram-se do Egito.
- 23 de julho: Dia da revolução de 1952.
- 24 de outubro: Dia nacional do Suez.
FESTAS COPTAS
-19 de janeiro – Epifânia.
-21 de março - A anunciação.
-Páscoa Copta - Festa móvel
FESTAS FARAÔNICAS
- Cham el Nessim (significa literalmente "respirar a brisa") é a festa da Primavera, é o grande piquenique nacional onde mais de 50 milhões de muçulmanos ocupam todos os espaços verdes do país (jardins públicos, campos). Esta festa tem lugar no dia da páscoa copta.
- 17 e 18 de julho: Leilat en Nokta (Festa da Gota), que celebrava antigamente a chegada da cheia do Nilo.
- Luxor em Janeiro: Mouled Abou El-Haggag, uma soberba procissão que parte do templo de Luxor, um barco decorado passa pela cidade lembrando o Deus Amon.
TRASLADOS:
Entre aeroporto do Cairo e os hotéis: 30 a 45 minutos.
Entre aeroporto de Aswan e o navio: 20 a 30 minutos.
Entre aeroporto de Luxor e o navio: 20 a 30 minutos.
O MONUMENTAL EGITO
Em uma passagem do Talmude, livro com as doutrinas dos judeus, lê-se:
“Dez partes de magia foram jogadas no mundo, nove delas caíram no Egito".
Mais de quatro milênios atrás, os egípcios já sabiam de tudo e mais um pouco. Vejamos. Acredite você ou não, nos idos dos faraós eles conheciam astronomia a fundo. Por isso alinharam as pirâmides de Gizé às estrelas. Louis Bulgarini, respeitado professor universitário, defende que os egípcios eram tão evoluídos que mineravam urânio e, pasme, recorriam à radiação atômica para proteger seus lugares sagrados. Visitar o Egito é, antes de tudo, percorrer a cada passo o vasto território do exagero, do superlativo.
Lembre-se do adjetivo faraônico - que é sinônimo disso - e prepare-se. Você ficará boquiaberto ao flanar pelo passado de uma civilização que, do nada, retirou maravilhas, num tempo em que outros povos ainda viviam numa época de lascar - a Idade da Pedra. Não é mesmo fácil de acreditar, mas, enquanto muitos de seus contemporâneos moravam em cavernas e conversavam na linguagem da clava na testa, os egípcios erguiam templos suntuosos e até construíam uma represa. Mais: eles sabiam com minúcias quanto tempo durou a empreitada de cada uma dessas obras, pois já haviam então descoberto que o dia tem 24 horas e o ano, 365 dias. Conseguiam, ainda, operar milagres como botar de pé os obeliscos de Karnak, que pesam cada um, 333 toneladas. Sem esquecer que conjugavam o verbo operar também no sentido medicinal, realizando delicadas cirurgias de cérebro, com o que se pode chamar de um pré-bisturi. Se bem que a anestesia ainda era rudimentar: vinagre com mármore triturado.
Você sabia que o Templo de Kom Ombo mantinha um centro de terapia para tratamento de impotência, com especialização em ejaculação precoce? Ou que Ramsés II jamais o freqüentou, tendo vivido até os 92 anos e deixado o legado de mais de 100 filhos? Ou, ainda, que somente nove anos atrás, em 1995, foi encontrada a vala dos herdeiros desse longevo faraó? (Em tempo: ela está no Cemitério do Vale dos Reis, cercada de outras 61 tumbas da nobreza egípcia. Aliás, um passeio que você não pode perder).
Em uma viagem de oito ou nove dias pelo Egito, convenhamos, será bem difícil compreender toda a extensão dessas estirpes que foram capazes de erguer pirâmides colossais com base em conhecimentos de astronomia, agrimensura, trigonometria, hidráulica e engenharia, além de invejável capacidade de logística e organização. Mas podemos tentar, por que não? Os antigos egípcios provaram que a condição humana tem uma potencialidade incomensurável.
Resumindo
A história do Antigo Egipto inicia-se com a unificação dos reinos do Alto e do Baixo Egipto, e termina em 30 a.C. quando o Egipto, já então sob dominação estrangeira, se transformou numa província do Império Romano, após a derrota da rainha Cleópatra VII na Batalha de Ácio. Durante a sua longa história o Egipto conheceria três grandes períodos marcados pela estabilidade política, prosperidade econômica e florescimento artístico, intercalados por três períodos de decadência. Num desses períodos de prosperidade, designado como Império Novo, correspondeu a uma era cosmopolita durante a qual o Egipto dominou uma área situada entre a Núbia e o rio Eufrates.
A civilização egípcia foi umas das primeiras grandes civilizações da Humanidade.
Períodos e cronologia
Período ptolemaico (332-30 a.C.)
Domínio romano (30 a.C. -359 d.C.)
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